E se pudesse voltar no tempo?


Se eu me arrependi é porque fiz a escolha errada? É o que vivo me perguntando. Mas… E se não existir essa coisa toda de escolha certa ou errada? Porque, por um ponto de vista, sempre que fazemos escolhas perdemos algo.
E esse “e se…” que nunca some das minhas interrogativas. Que vem cheio de reticências. Porque entre elas, há a possibilidade de acontecer tantas coisas. De esbarrar em tanta gente, fazer tantas escolhas, viver.
E o advérbio “às vezes”. Esse é outro que não some. De tudo que escrevo sobre você, sobre nós. Esse “às vezes” tão simples, mas tão cheio de incertezas, de dúvidas e que depende de tantas circunstâncias. Ah, se alguém me entendesse.
Se eu me arrependi de uma escolha… Será que havia outra? Foi imprevisível. E ainda é. Dizem que o tempo diz tudo, que ele mostra qual era o caminho correto (se há caminho correto…), que ele desvenda as respostas da vida. Mas por enquanto o tempo só é carregado de esperas, que demoram a eternidade e parecem nunca passar.

Fico me perguntando da onde vem essa vontade de voltar no tempo. Talvez eu até saiba, mas não admita para mim mesma. Mas “e se” voltasse? “ás vezes”, eu faria a mesma escolha. E erraria mil vezes. Ou acertaria – só o tempo vai dizer.

(Joyce)
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